O vento sopra entre os raios de Sol
Que nasce agora para mais um dia sem cor,
E por entre brisas se enroscam os meus sonhos nos teus,
Por entre brisas estão perdidas as palavras minhas que não disse.
Por entre brisas, por entre linhas, perdidos ficaram os abraços.
Perdidos estão todos os passos, que de mãos dadas,
Ficaram por dar, ficaram por viver...
Por entre estes raios de Sol e estas brisas da madrugada,
Por entre nada,
Estou eu e os meus versos,
Eu, eu e os meus sonhos.
Mais nada. Que tudo mais me dá sono.
sábado, 30 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A cede
Respiro o ar do ar que me sufoca,
Esta atmosfera que me rodeia, que me retém,
Tira-me o fôlego, não me deixa avançar.
Respiro o ar do ar que me sufoca,
Respiro o teu ar que dos teus lábios vem.
Tira-me o fôlego, mata-me a cede, deixa avançar.
Esta atmosfera que me rodeia, que me retém,
Tira-me o fôlego, não me deixa avançar.
Respiro o ar do ar que me sufoca,
Respiro o teu ar que dos teus lábios vem.
Tira-me o fôlego, mata-me a cede, deixa avançar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Eternidade efémera
Elle est retrouvée!
Quoi? L' éternité.
C est la mar mêlée
Au soleil.
Mon âme éternelle,
Observe ton voeu
Malgré la nuit seule
Et le jour en feu.
A. Rimbaud
Quoi? L' éternité.
C est la mar mêlée
Au soleil.
Mon âme éternelle,
Observe ton voeu
Malgré la nuit seule
Et le jour en feu.
A. Rimbaud
Sem querer abro uma gaveta,
Sem querer remexo o que vejo,
Sem querer pego nesta caixa preta.
Abro-a; está cheia de memórias:
Uma imagem já gasta,
Um Sol e um Mar...
Ah como eu queria de novo
Voltar a esse lugar!
Como eu gostava de ser eu para sempre;
Ter o dom e poder de o tempo parar!
Ser Rei destes sonhos
E da eternidade!
Eternidade...
Efemeridade...
Vida e Morte; Ser Eu
E já não ser.
sábado, 16 de junho de 2012
Hoje vi
Hoje vi
-Como se dessa visão viesse
Uma realidade desconhecida-,
Um sorriso, uma cor, que não se esquece,
Um sorriso, uma pausa interrompida.
Hoje vi
-Como vislumbro de manhã o mar
E à noite o céu sombrio-,
Vida minha em teu olhar...
Vida minha em teu azul frio...
-Como se dessa visão viesse
Uma realidade desconhecida-,
Um sorriso, uma cor, que não se esquece,
Um sorriso, uma pausa interrompida.
Hoje vi
-Como vislumbro de manhã o mar
E à noite o céu sombrio-,
Vida minha em teu olhar...
Vida minha em teu azul frio...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Mundo dos Sonhos
Quisesse um dia eu o chão pisar
E não vivesse tão alto, nas nuvens,
Esta terra perdia a cor que tem,
O solo este, estéril com meu toque ficava.
Com tamanha vontade de lá estar,
Vivo em meus sonhos altos sem céu
Nem chão nem vida nem memória.
Não posso eu no Mundo estar,
Não posso nem devo. Nem quero.
Que o Mundo este não me deixa sonhar,
Que o Mundo este, onde escrevo, não tem dor
E este outro de que falo é frio e sem cor.
E este mundo dos sonhos, nas nuvens reside,
Só a poesia -estas linhas minhas incertas-
Tem lugar onde mais ninguém quer estar.
domingo, 3 de junho de 2012
Noite fria
Hoje cai a noite,
Fria como as tuas mãos
Que me tocam sem qualquer razão;
Fria, então, cai em manto,
E a lua cheia, e as estrelas em pranto
Iluminam-te o rosto e os olhos fechados.
Vejo a noite cair,
Enquanto os teus olhos já cerrados
Vêem sonhos sonhados a dormir.
Só a lua e só as estrelas,
Me vêem aqui, acordado,
Querendo ver-te dormir.
Tão perto está o teu sonho de mim,
Tão perto que o posso sentir,
Tão perto, que o posso agora sonhar, por fim.
Fria como as tuas mãos
Que me tocam sem qualquer razão;
Fria, então, cai em manto,
E a lua cheia, e as estrelas em pranto
Iluminam-te o rosto e os olhos fechados.
Vejo a noite cair,
Enquanto os teus olhos já cerrados
Vêem sonhos sonhados a dormir.
Só a lua e só as estrelas,
Me vêem aqui, acordado,
Querendo ver-te dormir.
Tão perto está o teu sonho de mim,
Tão perto que o posso sentir,
Tão perto, que o posso agora sonhar, por fim.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Sigo só nesta vida fria
Como vagabundo, como marginal,
Como peregrino, como viajante...
Que estradas sigo eu, afinal?
Que caminho, enfim, tão distante.
Só o Sol me leva, só a Lua me guia,
Só. Sigo só nesta vida fria.
Como viagem ou jornada,
Como percurso ou rumo a seguir...
Nunca a meta é alcançada,
Se nunca chegarmos a partir.
E assim eu sigo, perdido
Sem saber. Só sigo. É meu destino.
Oh vida, que me perdes em ti!
Oh vida, que não me deixas ser
O que eu de mim quero fazer.
Oh vida minha, vida esta!
Caminho eu enquanto resta
Tanta estrada para não ficar mais aqui.
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