Sente, mas não tenhas medo.
Não há silêncio mais histérico
Que um sentimento escondido.
De todas as vozes que ouves
Não queiras ouvir a razão,
Rasga de ti o sentimento perdido,
Carrega-o para a solidão.
Arrasta-o contigo. Perde-te.
Quando não há memória,
E se esquece todas as fantasias,
Fechemos os olhos para sentir.
Chora agora que ninguém te ouve.
Chora, mas não tenhas medo
Que o medo só nos deforma
Que o medo só nos arranha
Que o medo só nos entranha
No passado sem futuro
Nos sonhos sem forma!
Chora agora, chora que não te ouvem!
Sente! Deixa a lágrima desaguar
No mais fundo do teu ser
Na flor de quem és.
E como rio que corre
Tem em si a história escrita:
Nasce. Vida. Morre.
Sem comentários:
Enviar um comentário