Já viste que é por ti que nasce o Sol
Já viste que é por ti que a noite cai
Já viste que é para ti esta canção
Que aqui tudo é tão breve
E então embrenha toda a tua solidão
Não deixes crescer, que tudo cresce
E não volta nunca mais.
Já viste que é por ti que o vento vem
E sopra a ilusão que me arrebata
Já viste que é por ti que o tempo pára
E faz parar o beijo
E então vem dançar comigo
Amarrarmo-nos os dois
Que a noite acaba e depois
Não volta nunca mais.
Vais ouvir as ondas do teu coração baterem
No muro que o embrulha...
Vais ver que nem tudo
Pode se esconder do que já foi
Vais ver que nem tudo já passou
O que foi vida
Já não volta nunca mais.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Utopia
O dia queima-se, a fogo lento.
Um passo é dado por capítulo
Como se cada movimento
Fosse história sem título:
Versos em branco.
A braseira escorre em pranto
Toda a luz que se apaga,
Sem apressar a memória
-que a minha já é vaga-
De previsão aleatória:
Versos soltos.
O dia em cinzas envolto
Sem apagar nem arrastar
Os contratempos temporais,
Nem sequer acorrentar
Os tropeços irracionais:
Versos a mais.
Um passo é dado por capítulo
Como se cada movimento
Fosse história sem título:
Versos em branco.
A braseira escorre em pranto
Toda a luz que se apaga,
Sem apressar a memória
-que a minha já é vaga-
De previsão aleatória:
Versos soltos.
O dia em cinzas envolto
Sem apagar nem arrastar
Os contratempos temporais,
Nem sequer acorrentar
Os tropeços irracionais:
Versos a mais.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O erro do dia
Escolhe, foge. Fuga.
Enfrenta, aninha, esmorece
Guarda, recolhe, perdura
Sente, pressente. Esquece.
Remói, consente. Enriquece.
Fraqueja, que somos todos
O erro do dia, e à noite a razão,
Como se ao apagar a luz
Se acendessem em nós candeias,
Somos luz. Fraqueja, então.
Enfrenta, aninha, esmorece
Guarda, recolhe, perdura
Sente, pressente. Esquece.
Remói, consente. Enriquece.
Fraqueja, que somos todos
O erro do dia, e à noite a razão,
Como se ao apagar a luz
Se acendessem em nós candeias,
Somos luz. Fraqueja, então.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Pic-nic
a relva molhada, tão relva quão eu poeta
os pés descalços, e o cheiro a terra que nos calça
e em sonhos acordados, estendidos numa toalha aberta
quem houvera pintado tão verde relva, tão fria tarde
que com o rio se perde, em rápidos se vai
tão rápido tão rápido
sopra o teu vestido, perdido em tons do vento
qual linha que te possa cintar
qual hino te possa cantar
cem tardes tivesse eu, sem relva e sem ti
sem o sol que me toca, o teu vento me sopra
deambulando vagueando
e o sol
lá se põe
tarde fria
noite em ti
adormece e cobre os sonhos. noite em ti.
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