quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Que nervos, que nervos!

Há certas coisas que metem nojo,
Actos de repúdio que nos descarnam os nervos,
Que fazem sangrar o sentimento mais venenoso.

Que nervos, que nervos!

Saltam de ardor as feridas mais cruas.

Que nervos, que nervos!

Metem nojo todas essas palavras nuas,
Despidas de qualquer verdade,
Rompidas de um desgaste de crueldade,
Um momento estéril e de infertilidade,
De toda a insanidade robusta que vive em ti quando sofres.

Que nervos, que nervos!

Que nervos que causam tanta loucura e antecipação
E esta vida que engana a própria mente,
Que mata e viola e espanca a razão.

Que nervos desta vida cruel de gente!

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