Se não me trai o olhar, trai-me o que vejo.
Olho para tudo e ao mesmo tempo, cego,
Perco a noção do que o mundo espelha.
Este mundo escuro que fito de esguelha.
Se não me trai o olhar, trai-me a imagem.
Vejo o que é, e o que não é é miragem,
Enquanto tudo me parece ser fiel e real,
Há coisas que se escondem no surreal.
E este mundo imundo que me tenta e ganha,
E este mundo profundo que insiste e resiste
E me troca o que vejo pelo que desejo
É o mesmo mundo que me acompanha,
Que me estanca a memória que persiste,
E me diz "fecha os olhos, não queiras ver o que eu vejo"
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