segunda-feira, 12 de março de 2012

Soneto V (Longe)

Lá longe, onde não nasce o Sol,
Lá longe, os sonhos vão morrer...
Lá longe, sem guia nem farol,
Lá, longe, tristes almas vão viver.

Sem o Sol, que é meu cancioneiro,
Canta-me as tuas desventuras.
Sem a Lua, que me tem prisioneiro
Das noites sem ti, das amarguras...

E afogo-me, lá longe, assim,
Nas memórias e esquecimentos,
E perco-me de ti, enfim,

Perco-me dos meus sentimentos...
Lá longe, onde as noites não têm fim,
Onde cada sonho é dor e sofrimento.

Sem comentários:

Enviar um comentário