Enquanto a música toca,
Lá fora o breu toma conta da cidade,
A melodia aperta em crescente e brota
De ti a felicidade mais pura sem idade.
Ouvimos tantas vezes esta canção
Que a sei de cor, e a canto para ti.
Dança dança e não pares
Dança como se não houvesse solidão,
Dança então, dança sem razão!
Que a dança te leve, esqueçamos os azares.
Quando uma nova música toca,
Uma melodia diferente que me cala,
Dança uma dança nova, uma dança louca
-Que também ela me cale- e embala
O meu corpo, nessa dança que é tua.
E dança essa dança só para mim.
Dança dança e não pares
Dança como se não soubesses porquê,
Dança então, dança que ninguém te vê!
Que quem dança se esconde dos maus olhares.
Queira eu saber dançar como tu!
Encarar a vida com essa alegria...
Queira eu saber dançar como tu!
Ter em mim toda essa magia...
A cada passo um sorriso.
A cada compasso a paixão.
Dança dança e não pares
Dança como se fosse a primeira vez,
Dança então, dança a tua nudez!
Que a dança também é dança se for a pares!
domingo, 29 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Tamanha saudade
Tamanha saudade é aquela que vem com o vento,
Em dias de sol quente esquecidos no deserto,
E que tanto como passam em nós, fica o aperto
Que descarna o mais solitário e profundo sentido
Que no peito se esconde e permanece retido,
E não deixa que a saudade, essa, caia no esquecimento.
Tamanha é a saudade que sinto, que não me faz chorar.
Rasga e espalha antes em mim uma fonte de alegria
Que brota dos sucumbos, em que dantes por ti sofria.
Rasga-se o sorriso mais puro, que agora por ti cresce,
Que da saudade nasce -e do que foi vil se esquece-
Porque um dia fui feliz. Queira eu para sempre amar.
Porque a saudade vai e vem,
São memórias que ainda resistem.
Porque a vida tem que ser vivida,
Não se nega o que já foi vida.
Em dias de sol quente esquecidos no deserto,
E que tanto como passam em nós, fica o aperto
Que descarna o mais solitário e profundo sentido
Que no peito se esconde e permanece retido,
E não deixa que a saudade, essa, caia no esquecimento.
Tamanha é a saudade que sinto, que não me faz chorar.
Rasga e espalha antes em mim uma fonte de alegria
Que brota dos sucumbos, em que dantes por ti sofria.
Rasga-se o sorriso mais puro, que agora por ti cresce,
Que da saudade nasce -e do que foi vil se esquece-
Porque um dia fui feliz. Queira eu para sempre amar.
Porque a saudade vai e vem,
São memórias que ainda resistem.
Porque a vida tem que ser vivida,
Não se nega o que já foi vida.
sábado, 7 de abril de 2012
Por vezes o vento sopra a favor
Por vezes o vento sopra a favor,
Tanto traz o cheiro a maresia
Como a saudade e a dor,
Tanta dor e poesia!
Por vezes é tão calma a brisa
Que nem sei o que respiro.
Memórias que transpiro,
E que o sopro do vento suaviza.
Por vezes o vento sopra a favor
De quem ganha, de quem resiste.
Esse vento com tal sabor
Que guarda a gente que não desiste.
Por vezes, o vento não chega a soprar.
Dias frescos, amargos e imensos,
Dias -não me queira eu lembrar-
Em que voaram meus sonhos intensos.
Tanto traz o cheiro a maresia
Como a saudade e a dor,
Tanta dor e poesia!
Por vezes é tão calma a brisa
Que nem sei o que respiro.
Memórias que transpiro,
E que o sopro do vento suaviza.
Por vezes o vento sopra a favor
De quem ganha, de quem resiste.
Esse vento com tal sabor
Que guarda a gente que não desiste.
Por vezes, o vento não chega a soprar.
Dias frescos, amargos e imensos,
Dias -não me queira eu lembrar-
Em que voaram meus sonhos intensos.
[Sem título]
Quem me julga não conhece,
Quem me testa não sabe,
Quem me contesta não esquece,
Quem me de mim fala, que se cale.
O que há de bom em mim,
Não escondo a ninguém.
O que há de melhor, enfim,
Isso eu guardo-o bem.
Até no céu mais estrelado
Predomina a escuridão.
Pois todo o sonho que foi sonhado
É esquecido na solidão.
Quem me testa não sabe,
Quem me contesta não esquece,
Quem me de mim fala, que se cale.
O que há de bom em mim,
Não escondo a ninguém.
O que há de melhor, enfim,
Isso eu guardo-o bem.
Até no céu mais estrelado
Predomina a escuridão.
Pois todo o sonho que foi sonhado
É esquecido na solidão.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Hoje faz falta o frio, faz falta o silêncio
Hoje faz falta o frio, faz falta o silêncio.
Faz falta a paz sufocante e o desejo
De uma noite como outras: quando invejo
Quem não sonha, quem não sente,
Quem não espreita o passado
Mas que como criança abraça o presente.
Ah, se eu assim não me sentisse cansado!
Hoje faz falta tudo o que nunca tive.
Faz falta essa calma de quem espera
Que o dia nasça sozinho, sem pressa,
E que por isso não se cansa
Como quem corre na esperança
De ver nascer o dia antes que o dia
Apareça para mais uma manhã fria.
Hoje faz-me falta o murmúrio da noite.
Faz-me falta a palavra que perdes
Ao meu ouvido quando te despedes.
Faz-me falta o toque da tua mão
Fria, que me aquece o coração.
Faz-me falta o teu beijo na minha face,
Faz-me falta o teu corpo, p'ra que o abrace.
Hoje faz falta que o silêncio se instale,
E que traga o frio, e a cede e a saudade,
E que passe comigo a noite, p'ra que eu me cale.
Nesta dor que hoje guardo e que vive em mim
Esconde-se um sonho, um sonho sem fim;
Esconde-se mais uma noite sem dormir
E que sem dormir fico noites sem sentir.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sei
Sei quem és,
Sei muito bem quem és.
Sei para onde vais...
Que tudo o que ao longe vejo
E que não consigo agarrar,
Está mais perto de mim que o teu beijo
Que nunca me chegaste a dar.
Sei disso e muito mais:
Sei que és rosa no deserto,
Sei que és prosa no meu verso,
E sei que és o sopro no meu rosto,
O meu recanto, o meu encosto.
Sei quem tu és,
Sei, não me posso esquecer.
Sei muito bem quem és.
Sei para onde vais...
Que tudo o que ao longe vejo
E que não consigo agarrar,
Está mais perto de mim que o teu beijo
Que nunca me chegaste a dar.
Sei disso e muito mais:
Sei que és rosa no deserto,
Sei que és prosa no meu verso,
E sei que és o sopro no meu rosto,
O meu recanto, o meu encosto.
Sei quem tu és,
Sei, não me posso esquecer.
Subscrever:
Comentários (Atom)