Tamanha saudade é aquela que vem com o vento,
Em dias de sol quente esquecidos no deserto,
E que tanto como passam em nós, fica o aperto
Que descarna o mais solitário e profundo sentido
Que no peito se esconde e permanece retido,
E não deixa que a saudade, essa, caia no esquecimento.
Tamanha é a saudade que sinto, que não me faz chorar.
Rasga e espalha antes em mim uma fonte de alegria
Que brota dos sucumbos, em que dantes por ti sofria.
Rasga-se o sorriso mais puro, que agora por ti cresce,
Que da saudade nasce -e do que foi vil se esquece-
Porque um dia fui feliz. Queira eu para sempre amar.
Porque a saudade vai e vem,
São memórias que ainda resistem.
Porque a vida tem que ser vivida,
Não se nega o que já foi vida.
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