sábado, 7 de abril de 2012

Por vezes o vento sopra a favor

Por vezes o vento sopra a favor,
Tanto traz o cheiro a maresia
Como a saudade e a dor,
Tanta dor e poesia!
Por vezes é tão calma a brisa
Que nem sei o que respiro.
Memórias que transpiro,
E que o sopro do vento suaviza.


Por vezes o vento sopra a favor
De quem ganha, de quem resiste.
Esse vento com tal sabor
Que guarda a gente que não desiste.
Por vezes, o vento não chega a soprar.
Dias frescos, amargos e imensos,
Dias -não me queira eu lembrar-
Em que voaram meus sonhos intensos.

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