domingo, 15 de julho de 2012

Exaustão

São momentos como este, turvos,
Que me consomem e me levam à exaustão,
Sons mortos, silêncios escuros...

Oh larguem-me, libertem-me no chão
Queira eu ficar aqui quieto...
Estou exausto. Cansado da ilusão.

Oiço a música, a mesma música de sempre,
A mesma música que me leva e me traz,
A mesma música que aqui me prende.

São momentos como estes,
Em que me sinto exausto
E a insónia toma conta destes
Monstros que me assombram.

Nem a música se cala, nem o sono vem.

E é nesta escuridão em que estou,
Sem forças que me movam;
É neste sufoco em que estou,
Sem nada que me agarre...
E é neste inconformado estado de ser
Em que estou, que tudo me ganha,
E tudo -mas tudo- me cansa.

Estou exausto e cansado e angustiado
Estou assim. E não quero!

Vou antes mudar de música.

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