segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Calçada de Lisboa

O sol foge por entre as linhas da cidade
Esconde-se atrás do que está por detrás
Do mais quieto recanto escondido e jaz.
Na eterna melancolia de Lisboa, na eternidade
Da recôndita cidade onde vivo e vagueio,
Perco o sol de vista numa tarde de nevoeiro.

Assim, também eu me perco por ruelas,
Por calçadas e passeios de histórias contadas,
Assim, sem o sol que me ilumine as estradas,
Em romantismo, como noite à luz das velas,
Atraso o passo porque já tudo é tão breve...
Ao menos que me sirva a noite, pois já nada me serve.

Estas linhas que nos conheciam,
Estes becos que te viram dormir,
Já nas calhas de noites esquecidas...
Já não sabem mais de nós.
Tantas pedras, tanta calçada chorada
Por onde passámos os dois,
Perguntam por nós sem saber onde estamos,
Pois nunca mais caminhámos
Pelos caminhos da cidade onde vagueio.

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