sábado, 4 de agosto de 2012

Fiz formas estranhas nas nuvens

Fiz formas estranhas nas nuvens
Enquanto o Sol se punha
E aguardava a luz da Lua,
É de lá que tu vens.

Transformei as nuvens em figuras
Dos meus sonhos de insónias
E acordado receei que viesses,
Noite de Lua cheia, eis que apareces.

Fraquejei a cada movimento,
Hesitei a cada respiração,
Anulei cada arrependimento.
Parei o meu coração.

Tão pura qual ingenuidade
Das nuvens que no céu vi,
Tu chegaste com a Lua em ti,
Qual noite fresca, qual eternidade...

Se eterna fosse esta noite,
Eterna seria a vaidade
Da Lua que nela cai,
Eterna serias tu, que dela vens.

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